20030905

Ontem o médico veio aqui pra ver como estou, e já me passou exercícios de fisioterapia. Ainda não estou sem o imobilizador, mas já posso tirar pra fazer os exercícios, e já estou conseguindo dobrar o joelho relativamente bem. Segunda-feira já volto pro trabalho...

20030824

Ontem completou um mês do dia do acidente. A recuperação vai bem, mais umas 2 ou 3 semanas e eu já devo começar a fazer fisioterapia... tenho lido bastante, vendo filmes, mas já estou cansado de ficar o dia inteiro sentado ou deitado. Mas isso também já passa. A dor na costela continua, mas segundo o médico, ainda vou ficar com ela por mais alguns meses...

20030805

Fênix ou Pinhead?


Então vamos lá. Chegou a hora de escrever aqui o que realmente aconteceu comigo. Muita gente já ouviu a história, mas muita gente ainda não sabe bem o que houve.

Na quarta-feira, dia 23 de julho, eu sofri um acidente sério de carro, indo de casa para o trabalho. Não eram 9 da manhã ainda, e eu estava indo para o cliente onde estive alocado nos últimos meses, perto do Riocentro. Estava dirigindo tranquilamente, a menos de 70km/h, já que no dia anterior eu tinha saído mais cedo por causa de uma gripe, e a chave do armário onde eu guardo o notebook ficou lá, então estava "passeando" pra ver se chegava umas 9:10 ou 9:15, dando tempo de chegarem com a chave pra mim.

Então lá estava eu, feliz e contente passeando, chegando perto da "Cidade do Rock", onde teve o Rock In Rio, ouvindo meu Everclear, quando de repente ouço um barulho vindo de fora do carro, e vejo um outro carro, prateado, vindo em alta velocidade na minha direção, por cima do canteiro central da rua, levantando terra pra tudo quanto é lado. As últimas coisas que lembro desse momento foram "Acho que se for para a direita eu consigo desviar", pisei um pouco no freio, girei um pouco o volante para a direita, e depois "Ai, não deu".

Fade to black

Logo depois abro os olhos com alguma dificuldade e vejo alguém rasgando a perna da minha calça. Sem entender direito o que está acontecendo, olho em volta e vejo o nome da pessoa bordado acima do bolso da camisa: Guttenberg. Com alguma dificuldade consigo perguntar "O que que... que que houve?". "Você sofreu um acidente de carro, um outro carro bateu de frente em você, mas está tudo bem. Você está sendo levado para o Lourenço Jorge agora.". "Que horas são?". "Umas 9:15".

Eu me lembrava da imagem do carro prateado vindo na minha direção, mas não sabia ainda se tinha realmente acontecido, ou se eu estava sonhando ou algo parecido.

Fade to black

[continuação da atualização, em 9/8]

Não me lembro de ter visto quando cheguei ao hospital, a próxima coisa que me lembro já é de dentro da emergência do Lourenço Jorge, eu ainda atordoado, com pessoas estranhas ao meu redor, e eu sem saber se aquilo estava mesmo acontecendo. "Quando é que eu vou acordar?" Me dei conta de que aquilo tudo tinha realmente acontecido quando meu pai pôde entrar na sala onde eu estava, e veio falar comigo, dizendo que minha irmã já estava chegando, minha mãe estava do lado de fora, e ele estaria indo até o local do acidente para ver como estava o carro e o que precisaria fazer.

A partir desse ponto, não "dormi" mais, consegui ficar acordado até o final do dia (e que dia longo!). Me deram injeções de antibiótico, anti-tetânica, e começaram a me explicar como eu estava. Tinha um corte relativamente profundo no joelho direito e um outro no supercílio esquerdo, que teriam que ser suturados, e no joelho esquerdo uma suspeita de fratura. Lavaram os cortes, e comecei a fazer exames. Radiografias pra ver se tinha mais alguma coisa quebrada. Apesar das dores no peito, só se confirmou mesmo a fratura do joelho esquerdo. A essa altura já tinham aparecido por lá minha irmã, o marido dela e um amigo nosso, todos médicos e me dando suporte e dizendo o que tinha acontecido e o que mais poderia acontecer. Os médicos do Lourenço Jorge disseram que se fosse possível, era aconselhável que eu fosse transferido para um hospital particular, e que as suturas fossem feitas lá. Então meus pais começaram a tentar me transferir para o Barra D'Or, que fica perto do Lourenço Jorge, e aceita meu plano de saúde. Só que não tinha vagas lá, então conseguiram uma vaga no Copa D'Or. Esperamos por cerca de uma hora para a ambulância chegar, e fomos então para o Copa D'Or. Chegamos ao Copa D'Or por volta de 16h!

Chegando lá, começou tudo de novo. Colocaram novamente o colar cervical no meu pescoço e resolveram refazer todos os exames que já tinham sido feitos no Lourenço Jorge. A sutura no joelho direito foi feita, e disseram que não seria necessário suturar o supercílio. A sensação na perda quando estavam suturando era muito estranha, porque deram uma anestesia no local, então eu não sentia dor nenhuma, mas sentia a carne sendo puxada, era muito incômodo...
Para cada exame que seria feito (novas radiografias, ultrassonografia, tomografia computadorizada) era uma espera sem fim. E o colar cervical, que segundo as radiografias do Lourenço Jorge já não era necessário, me dando uma dor nas costas insuportável. Disseram que tirarariam se as radiografias não indicassem nenhuma lesão na coluna. As radiografias foram feitas, não foi confirmada nenhuma lesão na coluna, mas mesmo assim ainda não tiraram. Fiquei com aquilo no pescoço até as 8 horas da noite!

No final das contas, a ;unica coisa que foi confirmada foi mesmo a fratura na patela do joelho esquerdo, e com isso tive que imobilizar a perna, e então poderia ir pra casa. O médico responsável pela emergência do Copa D'Or não deu nenhuma recomendação a mais, não receitou nada para dor ou coisa parecida, e me mandou embora. Disse que eu poderia até mesmo sair andando!! Saí do hospital, e tentamos entrar no carro, mas eu não conseguia me apoiar na perna direita, que ainda estava muito traumatizada, afinal de contas o acidente tinha sido no mesmo dia. Resolvemos pedir outra ambulância para me trazer para casa, que só chegou depois de mais 1 hora e meia... E pra fechar com chave de ouro, o túnel estava fechado, e tivemos que passar pela Av. Niemeyer. Só consegui chegar em casa à 1h da manhã, e até conseguir me deitar na cama e me ajeitar para dormir, mais meia-hora. COmo disse, o dia foi muito longo.

Passei a tomar um anti-inflamatório receitado pela minha irmã para ver se melhorava um pouco as dores, que ainda sentia nas pernas e em todo o torso. Eu sentia todo o cinto de segurança no meu peito, e os hematomas confirmavam isso. Desde o hospital que eu reclamava também de uma dor na costela do lado esquerdo, que os exames não indicaram nada, mas que ainda hoje dói. Mas a partir daí começou a recuperação.

Na semana seguinte veio um ortopedista aqui para começar a fazer um acompanhamento, e me deu 6 semanas de licença, com a perna imobilizada. O Fábio me emprestou um par de muletas que tinha em casa, e estou caminhando um pouco dentro de casa, mas muito devagar e com muito cuidado. No início era mais difícil, porque ainda estava com muitas dores no joelho direito, e era difícil colocar todo o peso do corpo sobre ele. Agora já está melhorando.

Quanto ao carro, essa semana saiu o veredito oficial do seguro do outro, que assumiu tudo: perda total para ambos. Meu pai tirou algumas fotos, e por elas eu pude ter a noção do tamanho da batida, que não tinha antes porque não cheguei a ver o carro, já que fiquei um tempo desacordado. É realmente assustador o estado em que o carro ficou.

E acho que é mais ou menos isso, estou me recuperando, ainda com algumas dores, dificuldade de locomoção, etc, mas aos poucos vou melhorando. Essa semana já me mandaram trabalho para fazer em casa, que eu fiz normalmente e em tempo hábil, então já estou voltando à ativa. É um pouco desconfortável ficar aqui no computador por muito tempo, por causa da posição que tenho que ficar com a perna imobilizada, mas algumas poucas horas por dia me mantém em contato com os amigos e ajuda a mudar um pouco de ares.

E também quero aproveitar aos meus amigos, aqueles que me ligaram ou entraram em contato para saber notícias e me dar apoio, vocês sabem quem são e sabem que vão poder contar comigo também quando precisarem, assim como eu posso contar com vocês agora. Obrigado mesmo!!

np: "Born Again", Badly Drawn Boy

20030802

Sim, eu estou vivo. Mas não vou escrever muito agora não... depois conto direito o que houve, ok?

20030714

Tô quase chegando aos 10.000 acessos! Como tem maluco e desocupado nesse mundo! =]
Esse fim de semana foi bem ocupado... vejamos, na sexta-feira fomos jantar no Friday's e aproveitar pra ver a apresentação do Túnel do Tempo, que sempre é legal. Já não achei tão legal quanto era antes, porque a apresentação está mais curta, e dois integrantes que eu gostava muito não estavam tocando com eles. Mas Beatles nunca é demais!

No sábado teria a festa "julina" aqui no condomínio, mas por causa da chuva que resolveu cair durante o fim de semana inteiro, foi adiada. Por causa da festa, tinha marcado ensaio da banda mais cedo. O ensaio foi legal, mas só isso. O povo da banda anda muito disperso, e o Daniell não pôde ir de novo, por causa do trabalho. Depois do ensaio passei na casa da Fê e fomos passear um pouco, já que não tinha mais o compromisso da festa. Saímos mais tarde pra jantar, tomamos um vinho por conta do frio e eu a levei pra casa, porque no domingo a gente tinha que acordar cedo.

É que domingo meus pais completaram 30 anos de casamento! Então o dia foi deles... logo cedo fui buscar a Fê em casa para irmos a uma missa com meus pais, onde eles renovaram os votos do casamento. Depois disso (= quase 2h de missa), fomos fazer uma surpresa pra eles levando pra almoçar no Photochart, com um almoço especial oferecido por mim e pelo Daniel, marido da minha irmã. Já que o restaurante fica juntinho do Jockey Club, depois do almoço fomos lá fazer umas apostas, e não é que ganhamos? Jogamos dois páreos e ganhamos nos dois. No segundo páreo que jogamos, eu escolhi um cavalo e a Fê escolheu outro, e eles chegaram em primeiro e segundo lugar! =] Pena que não apostei um pouquinho mais alto, mas já valeu pela diversão... Voltando pra casa, teve mais comemoração de casamento -- na hora em que minha mãe estaria entrando na igreja, há 30 anos atrás, nós comemos uma torta com champanhe, e ficamos batendo papo.

Mais tarde teve o aniversário de uma amiga da Fê no Lord Jim, e bebemos mais um pouco. Por sinal, passei o domingo inteiro bebendo!!! Não ficamos muito tempo no pub porque estávamos cansados do dia longo, eu tinha que acordar cedo pra trabalhar e a Fê também, porque hoje ela voltou das férias do curso que está fazendo pra prova da OAB. Fazia tempo que um domingo não durava tanto =] Mas isso não pode, domingos não foram feitos pra durarem tanto!!!!! ;]

20030702

Olha que legal, finalmente o Blogger me pegou. Mudaram algumas coisas nele, e os posts antigos ficaram todos truncados. Onde tinha acento, agora é só ponto de interrogação. E não são todos os acentos não, só alguns. Estou escrevendo com códigos HTML para as letras acentuadas... =P

Sexta-feira passada a Fê teve prova do EMAG (Escritório Modelo da faculdade), e agora deve ser tratada como Excelentíssima Doutora Fernanda, muito obrigado. Para comemorar, aproveitamos que na sexta estava mais friozinho e fomos no Hansl comer fondue =]

No sábado tínhamos combinado de ir ver "Hulk", e acabou indo um pessoal legal: eu, Fê, Pedro, Robs, Roque, MAB, Luiz e Vanessa. Foi divertido. As opiniões sobre o filme ficaram divididas, o Roque obviamente não gostou (hehehe), mas eu achei bom. Não excelente, mas bom. As pessoas esperam um pouco mais de ação em um filme sobre heróis de histórias em quadrinhos dirigidos "pelo cara que fez O Tigre E O Dragão", mas o filme acabou focado mais no drama dos personagens do que na pancadaria. Ficou com o ritmo um pouco arrastado, mas é bom. As divisões da tela como em uma revista em quadrinhos algumas vezes é interessante, mas às vezes cansa e outras parece efeito de transição antigo. Danny Elfman pisou na bola fazendo uma trilha sonora inexpressiva.

Domingo fiquei de molho em casa depois de arrumar uma dor nas costas no sábado, e segunda teve jantar na casa da Fê pelo aniversário do pai dela.

Ontem teve o aniversário de uma amiga lá do escritório, no Guapo Loco, que apesar dos narizes torcidos dos meus amigos "indies" estava bem divertido =]

20030624

Não sei se isso é bom ou ruim, mas "saí" no Virunduns hoje...

20030623

Dois anos e meio... e nem parece tanto tempo!!!!!

The way you wear your hat
The way you sip your tea
The memory of all that
No, no, they can't take that away from me

The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No, no, they can't take that away from me

We may never, never meet again, on that bumpy road to love
Still I'll always, always keep the memory of

The way you hold your knife
The way we dance till three
The way you change my life
No, no they can't take that away from me
No, they can't take that away from me

Último feriadão do ano, e ainda bem que eu consegui o "feriadão" mesmo, não tive que ir trabalhar na sexta-feira. O feriado foi bem movimentado... Na quarta-feira fui ao Lord Jim com a Fê, Roque, Pedro e Roberta, onde participamos do quiz e tivemos um dos piores scores de todos os tempos =] Mas foi divertido assim mesmo. Na quinta-feira fui ver "O Homem Que Copiava", chamei o Pedro mas ele não pôde ir. Foi uma pena, porque o grande ídolo dele, Caetano Veloso estava no cinema, e ele perdeu essa chance de falar com seu mestre... fica pra próxima, cara. Sábado foi aniversário da minha mãe, fizemos um fondue aqui em casa, muito bom!!

E no domingo, o grande marco da volta do SBQ: entramos em estúdio pra gravar uma "demo"! Pena que ninguém levou uma máquina fotográfica pra registrarmos, mas as músicas estão lá, inclusive com participação da Ciça cantando "Mercedes Benz" com a gente... agora é só passar as músicas pra CD pra ver o que ficou bom e montar a demo ;]

20030617

Tenho visto gente por aí reclamando que o Blogger apagou os archives... acho que isso não aconteceu aqui. Ou aconteceu? Não, acho que não.

20030604

Já não se fazem mais jogos como antigamente... ou pelo menos não os traduzem como antigamente. Eu estava hoje terminando de jogar o "Curse of Monkey Island", traduzido como "A Maldição da Ilha dos Macacos" (até aí tudo bem), quando me deparo com isso:


20030603

Acabei não atualizando... a Fê chegou de Cuba na segunda-feira passada, e fui lá na casa dela à noite. Vi as fotos que tiraram, é muito bonito por lá...

Na terça-feira fui ver "Tiros em Columbine" com o Pedro e a Roberta, gostei muito do filme, é muito interessante, além de não ser aquele documentário estereotipado que você fica olhando e acha tudo muito chato.

Sábado fui ver o Matrix Reloaded, e eu gostei bastante. Achei o início do filme com um ritmo estranho, meio arrastado, mas depois melhora.

Domingo ia ter uma reunião da banda aqui em casa, mas o povo furou, então ficou pro próximo fim de semana. Espero que não furem! =]
Já que não teve nada aqui em casa, fui ao shopping com a Fê e mais uma amiga nossa, e depois fomos jantar. Íamos tentar ver o "Garota Veneno", mas lotou tanto no CInemark quanto no UCI, então fomos ver "Desmundo", que era a única sessão próxima de um filme que não tínhamos visto ainda. O filme não é de todo ruim, mas poderia ser bem melhor. A história às vezes fica confusa e se perde, e alguns diálogos parece que não terminam. Mas é muito interessante ver o trabalho que fizeram com os diálogos, "traduzidos" para português arcaico e tupi-guarani. E vale também pra ver o Osmar Prado encarnando o Gimli =]

E hoje temos três aniversários. Parabéns pra vocês duas!!!

E parabéns para o Willy Gusmão!!!

20030522

Hoje consegui falar com ela. Esperei até umas 23h30 aqui, que lá seriam 22H30 e liguei. O telefone tocou umas duas vezes e, de repente, começa a tocar uma salsa muito alto, e no meio daquilo tudo ouço a voz da tia dela. Quando ela percebe que sou, passa o telefone pra Fernanda e ela vem falar comigo. Sim, estavam no meio de um show (animadíssimo, por sinal, era como se eu estivesse lá também). Perguntei se ela prefiria me ligar um pouco mais tarde, mas disse que não. Eu também não queria, pra falar a verdade. Eu sei que é pouco tempo, mas foi legal ouvir a voz dela no telefone. Ela me perguntou das novidades, mas eu não conseguia lembrar de nada. E eu tinha bastante coisa pra falar. Não lembrei nem do programador rebelde (*). Nem da Bienal. Nem do filme.

Ela falou que ainda estão em Varadero, que lá é um balneário muito bonito, e que o que se faz mesmo é ficar no hotel (tipo um resort), mas que amanhã vão finalmente para Havana, que parece ser mais interessante.

Amanhã são doizanozecincomeses, ela está lá e eu aqui... mas segunda-feira a gente resolve isso.

[dzzt!]

(*) O programador rebelde? Ah, é um cara que tá trabalhando comigo, e que teoricamente deveria se reportar a mim (estou como líder da equipe no projeto, me reportando a um gerente de projeto). Teoricamente, porque hoje ele simplesmente se recusou a me passar uns arquivos que eu precisava testar. Isso entre outras coisas... fazer o que =\

[dzzt!]

(Já) Terminei o "Plastic Jesus". Tá, é bem curtinho, eu sei. Mas é legal sim.
...e não é que eu ainda não fui pra Brasília??

[dzzt!]

Ontem (terça-feira, na verdade) eu fui à Bienal com o Pedro depois do trabalho. Tivemos um pequeno problema para nos encontrarmos lá, mas depois foi só lazer! Andando pelo pavilhão verde encontramos o stand da Conrad, onde passamos bastante tempo conversando e discutindo sobre os livros e revistas da editora. Acabei saindo de lá com o "Idoru", do William Gibson, e o "Plastic Jesus", da Poppy Z. Brite, debaixo do braço. E, como bom fã de Beatles que sou, não consegui esperar pra começar a ler esse último. Tudo bem, ele é pequeno... O Pedro comprou mais coisas lá que eu (vide o blog dele), e conseguimos uns bons descontos no final. E uma das moças que estavam lá conversando com a gente ainda ofereceu o livro do Alan Moore caso quiséssemos ir trabalhar lá, depois do expediente, até o fim da semana hehe.

Mais algumas voltas e paramos no stand da PointHQ, de onde eu saí com 2 exemplares do Sérgio Aragonés na sacolinha: "Sérgio Aragonés Esmaga Star Wars" e "Plop!".

Procurei pelo "Toda Mafalda" por lá, mas os preços não ajudaram muito, e esse continua na minha wishlist (hint, hint!).

Depois de muito andar, olhar, e comprar, saímos do Riocentro na hora de fechar e fomos comer alguma coisa, que a fome estava brava.

[dzzt!]

Hoje tentei ligar pra Fernanda de novo, mas ninguém atendeu o telefone. Mas o pai dela tinha me ligado um pouco antes, disse que tinha conseguido falar com elas hoje, e que amanhã elas vão para Havana.

20030519

Rings Around The World
(título em homenagem ao Pedro (mas com voz de Pato Donald))


Bom, não é porque eu não tenho controle sobre minha própria vida e não vou acompanhar a viagem dessa vez que vocês também vão ficar sem rir às minhas custas. Pois hoje (mais uma vez) foi a aventura de tentar ligar pra Fernanda no estrangeiro...

A coisa dessa vez seria teoricamente mais fácil. É que a tia dela levou um celular da TIM(ganei), que teoricamente funciona normalmente no exterior. Já volto a falar do telefone, antes algumas explicações...

[dzzt!] ...eu adoro isso! =]

Na verdade o vôo iria sair no sábado de manhã, mas por "falta de quórum" adiaram para sábado à tarde, depois domingo de manhã, e finalmente domingo à tarde. Não contentes, o vôo pararia em Buenos Aires pra encher mais um pouco. Sem contar que tinha uma ponte aérea até SP antes, porque de lá é que sai o vôo da Cubana de Aviación (com serviço de bordo servindo Frango à Cubana e Cuba Libre). Quando elas estavam indo em direção ao portão de entrada pra área de embarque, pedi à Fernanda que ligasse para o meu celular quando chegassem, para eu saber que tinham chegado bem, e mais tarde ligaria de volta. Ficamos combinados assim, já que elas estavam levando o telefone.

[dzzt!] ...yesss! 8]

Voltando, então. Depois que cheguei do cinema, deixei meu telefone ligado durante a noite (coisa que não faço normalmente) no modo silencioso, pra ficar marcada a ligação dela, caso ela ligasse enquanto eu dormia (não sabia exatamente quanto tempo levaria até lá).

Quando acordei, a primeira coisa que fui fazer foi verificar o telefone para ver se tinha ligado, e nada. Tudo bem, fui me arrumar para ir para o trabalho, quando olhei de novo, nada. Aí é que começa a "aventura"...

Durante o dia, fiquei tentando ligar pro bendito do celular da tia dela, e vamos ver se me lembro direito... as primeiras vezes, ainda de manhã, o telefone não dava sinal, mas caía direto na caixa postal. Até aí tudo bem, "não devem ter ligado o telefone ainda", pensei. Esperei mais um pouco até tentar de novo. Agora já não me lembro mais a ordem dos acontecimentos direito, mas foi mais ou menos assim:

Uma vez que liguei a chamada *não* foi para a caixa postal, mas ao invés disso passou por uns 3 ou 4 sinais de chamada (espera para atender) diferentes, e no final disso atendeu uma pessoa que não era nenhuma das três, e ainda por cima não me escutava.

Numa outra vez caiu numa mensagem gravada no estilo das operadoras de telefonia americanas (???): "tuuu-tuuUU-TUUU - Sorry, your call cannot be completed as dialed. Please, check the number and try again. ZERO. ZERO. ZERO. -- ZERO. ZERO. ZERO. -- tuuu-tuuUU-TUUU - Sorry, your call cannot be completed as dialed. Please, check the number and try again. ZERO. ZERO. ZERO. -- ZERO. ZERO. ZERO."

Outra vez veio uma outra gravação, dessa vez em espanhol. "El mobile que usted llamó está fuera de la área de cubiertura, ó desligado. The mobile you have called is out of the covered area, or is turned OUT." Hmmm... um telefone fora de área ou "resultado" é interessante... =]

Em outra vez ainda, recebi uma gravação da Vésper!!!

Sem contar as vezes em que simplesmente dava ocupado, ou, pior ainda, ficava completamente mudo.

Resultado: não consegui falar com ela durante o dia, voltei pra casa, assisti TV, desci com o cachorro, e ainda nada! Aí às 8:55 toca o meu telefone com aquele monte de zeros no visor. Finalmente, heim!!! Peguei meu telefone e liguei pro número do celular, e quem disse que conseguia? Conseguia nada!!! Ainda demorou um pouquinho pra conseguir dar sinal, mas depois de algumas tentativas, consegui. E eis que ela me diz porque não tinha ligado: em primeiro lugar porque a viagem, que teoricamente duraria por volta de 8h, acabou levando 24h; e, em segundo, porque elas não estavam sabendo ligar para o Brasil com o telefone, e tiveram que pedir ajuda à recepcionista do hotel para isso =]

Depois, as primeiras impressões: disse que era muito bonito, e que o hotel era muito bom. Não muito mais que isso, até porque ela disse que não tinha chegado há muito tempo ainda. Vamos ver o que vai acontecer durante a semana...

[dzzt!] ...de novo!
[dzzt!] ...obrigado!!!

Acabou que não vou pra Brasília amanhã. Talvez na quarta-feira. Então de repente amanhã eu ainda tenha mais alguma coisa pra escrever aqui.

Eu ia na Bienal hoje se fosse viajar amanhã, mas como vou ficar no Rio, deixei pra ir amanhã, que não preciso ir sozinho...
Rindo da desgraça dos outros...


E então ela se foi, mais uma vez. Dessa vez é por menos tempo, mas mesmo assim...
Fui vê-la no aeroporto e agora só segunda-feira que vem (se eu estiver no Rio, naturalmente -- ainda tem disso!).

Ontem o Pedro tinha me chamado pra ir hoje assistir Tiros em Columbine, então como ela não estava muito interessada em ver este filme, eu fui. Só que, chegando lá, ainda ficamos esperando um pouco para encontrar uma amiga dele, e o filme lotou. A opção então foi ver Embriagado de Amor, o novo do Paul Thomas Anderson. A Fernanda estava querendo ver este também, mas acabei vendo com eles, pra não perder a viagem. Mas se ela quiser ver, eu vejo de novo, porque o filme é muito bom. Muito bom mesmo. Quem lê o que eu escrevo por aqui, ou me conhece um pouco melhor, já sabe da minha quase-devoção ao Magnolia (que, apesar das 3h15m eu não me canso de ver), e esse filme, apesar da temática bem diferente, me fez apreciar ainda mais o trabalho do P.T.A. Agora fica como dever de casa assistir "Boogie Nights" direito.

Estão categorizando o filme como "comédia romântica", mas não é exatamente. É um romance, sim, mas não exatamente uma comédia. Sim, tem o Adam Sandler no papel principal, mas ele não está fazendo comédia. O filme é sobre um cara muito triste e bastante perturbado, e as pessoas que vão ao cinema riem disso. Riem da desgraça dele. Por exemplo, quando ele não entende bem o que a namorada diz sobre "querer morder as bochechas dele", e ele responde que gostaria de esmagar a cara dela com um martelo, todo mundo ri, mas isso não é comédia. Isso é triste.

Umas dez pessoas saíram durante o filme, provavelmente estavam esperando ver "o filme novo do Adam Sandler", e não "o filme novo do P. T. Anderson", que é mais próximo do que se pode esperar. Eu fui pra ver a segunda opção, e não me decepcionei.

É interessante que de uns anos pra cá eu tenho visto alguns filmes por causa dos diretories ou produtores, e tenho prestado mais atenção nesse tipo de coisa. Coisas como fotografia, por exemplo (sem contar música). E como eu já tinha gostado muito do que ele fez no Magnolia, fui ver esse querendo prestar muita atenção. É muito interessante como ele consegue deixar o espectador no mesmo "clima" dos personagens do filme. Por exemplo, logo no começo do filme, tem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo no trabalho do personagem principal, e pra passar essa idéia a seqüência tem um ritmo louco, cortes excessivos, e correria pra todo lado. Quando o personagem principal está num estado, digamos, "deprimido", as cenas são (muito) escuras, e em outras situações são tão claras que ofuscam a vista. Num momento em que o cara surta no banheiro do restaurante, o som fica todo "estourado", dando a sensação de raiva que ele está passando.

E isso tudo faz da experiência de se assistir o filme ainda mais interessante.

Recomendo muito (mas não mais que Magnolia, obviamente...)

np: "He Needs Me", Shelley Duvall

20030518

Finalmente chegou aquela época do ano que os meus 12 leitores regulares aguardam ansiosamente (e eu, por um lado, nem tanto)!!!

= A VIAGEM =


Pois é, depois do estrondoso sucesso das viagens pela Europa Imperial e por Espanha e Marrocos, este ano é Cuba por uma semana. Só que, infelizmente, não vou poder fazer aquele acompanhamento "virtual", porque devo passar grande parte da semana em Brasília... mas, quem quiser, pode fazer uma visitinha ao Cuba Travel.



20030504

Redescobrindo os Clássicos


Na quinta-feira, antes de ir buscar a Fê para tentarmos assistir Frida (mais sobre isso daqui a pouco), fui até o shopping buscar umas fotos pra ela. Estava lá na loja quando passo por dois garotos com suas camisas dos Blink-182's da vida, skate na mochila, etc, um deles falando no celular: "maluco, aqui onde eu tô tem uns discos sinistros do Van Halen!" com o Van Halen II na mão. Depois de desligar, ainda o ouvi falando com o amigo: "Essa bandinha (sic) é muito legal, o guitarrista deles, o Van Halen, toca muito!". Pelo menos ainda tem gente ouvindo coisa boa e não só essas "bandas de rock" que aparecem por aí, imitando o Pearl Jam e fazendo pose de mau. Eu daria crédito à volta da Fluminense FM no ano passado, não fosse a tragédia...

[dzzt!]

Pois é, durante esse feriado, quando ia ouvir um pouquinho de rádio, passava pela Flu FM e já estava achando estranho, que tinha muita batidinha dance por ali. Hoje deixei um pouco nela, tentando ignorar os tum-ts-tum-ts-tum-ts e os vocoders, e me assustei quando ao final de uma música entrou um homem falando... opa, que é isso? A "maldita" (que já não era tão maldita há um tempo) tinha como tradição ter apenas locutarAs, e aí eu entendi: a Fluminense, depois de tomar de volta o lugar da Jovem Pan, não conseguiu se sustentar como "rádio rock" e sucumbiu à programação "light-adulto-contemporâneo"... é uma pena, agora voltamos a ter só a Rádio Cidade pra ouvir umas guitarras, mas só toca o que tá na mídia mesmo, e é um jabá só... é difícil tocar alguma coisa diferente no meio de tanto Detonautas, CPM 22, Raimundos (que já foi uma boa banda), Creed, Puddle of Mudd, Blink-182, etc... e quando toca alguma coisa diferente, são só "as conhecidas".

[dzzt!]

Mas ontem conseguimos finalmente assistir Firda -- não estivesse difícil conseguir ingressos, na verdade estava difícil conseguir chegar no cinema a tempo, já que o filme está passando em poucas salas na cidade. Mas valeu a pena, o filme é muito bem feito, em especial as passagens que misturam o filme com as pinturas. No filme todo mundo come todo mundo, a começar pelo marido da Frida, o (também) pintor mexicano Diego Rivera, que pintou um mural pro Rockefeller Center que foi destruído antes de ser terminado. Fiquei tentando lembrar de um filme que vi há pouco tempo na televisão que mostrava exatamente isso também. A única coisa que eu achei ruim no filme foi a senhora que se sentou ao meu lado, que pasosu o filme inteiro, por assim dizer, "gaseificando" o local. Foi horrível...

20030502

Pra quem ficou curioso com as pastilhas Tart Tease, são essas aqui, ó!